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Rádio como novo meio de alcance e áudio em alta deixam a indústria mais otimista com 2022

O portal norte-americano Inside Radio publicou um panorama da indústria de rádio dos Estados Unidos que poderá ser um indicativo de um cenário futuro positivo para outros mercados, como o Brasil. Segundo executivos da iHeartMedia, maior grupo de rádios de lá, há um crescimento forte no consumo de áudio digital, algo que deverá ser acompanhado com a compra de mídia no formato. O outro ponto que deixa o setor otimista é o uso do rádio no planejamento publicitário como "novo meio de alcance". Acompanhe:


Segundo a reportagem, o rádio passa a ser visto como um novo meio de alcance para os planejadores de mídia, principalmente pela queda dos serviços de TV (no ar e à cabo), o que coloca o rádio como principal veículo de massa com alcance nos Estados Unidos. E o custo mais baixo do investimento em rádio também tem atraído os compradores de mídia.


Os planejadores de mídia adicionarão mais rádio de transmissão (AM/FM) aos seus planos para compensar o declínio de décadas da TV e outras mídias e reduzir o custo médio das campanhas”, afirma Greg Ashlock, CEO da iHeartMedia MultiPlatform Group, empresa que presta serviço às que 865 emissoras de rádio do grupo.


A impressão otimista da iHeartMedia está baseada "de como o novo visual que os profissionais de marketing estão dando ao áudio está sendo reproduzido", diz a reportagem. Há um crescimento significativo no consumo de áudio digital, incluindo podcasts e streaming, sem sinais de diminuição nessa tendência de alta. Porém esse crescimento no consumo ainda não se refletiu como deveria na compra de mídia nesse formato. Mas isso deve mudar.


Isso deverá auxiliar diretamente na diminuição da diferença na partilha do faturamento de áudio digital, hoje mais concentrada em assinaturas pagas de serviços de streaming, conforme destacado recentemente pelo tudoradio.com, através de um levantamento da eMarketer. A impressão positiva do setor também não vem de hoje: já era indicado um maior otimismo com o crescimento do faturamento digital de áudio através da evolução da mídia programática, entre outros modelos de monetização.


De fato, há um caminho para se percorrer: segundo o Inside Radio, em setembro passado, um relatório da empresa de pesquisa de mídia e publicidade WARC destacou que o áudio captura 31% do consumo de mídia, mas apenas 9% dos gastos com anúncios. Mas o executivo da iHeartMedia afirma que em 2022 o mercado observará que "a disparidade começará a diminuir à medida que mais profissionais de marketing seguirem o público em áudio".


E Bob Pittman, CEO da iHeartMedia, é categórico com o crescimento no consumo de podcast, plataforma que conta com um forte investimento da empresa. "As audiências de podcast continuarão a explodir, passando pelos maiores serviços de streaming de música ao alcance, sem sinais de diminuição do crescimento”, afirma Pittman em um artigo de marketing da iHeart para anunciantes e agências, reproduzido pela reportagem do Inside Radio. Ele completa dizendo que “mesmo players como Facebook, Google e Amazon estão se inclinando para o podcasting devido ao seu enorme crescimento e engajamento”.


Qual a razão de olhar para lá fora?


O tudoradio.com costuma observar esses pontos de curiosidade dos números do rádio internacional para mapear possíveis mudanças de hábitos e a manutenção do consumo de rádio em diferentes países. Assim como ocorreu no ano anterior, periodicamente a redação do portal irá monitorar o desempenho do rádio nos principais mercados do mundo e, é claro, fazendo sempre uma comparação com a situação brasileira. E, como de costume, repercutindo também qualquer número confiável sobre o consumo de rádio no Brasil.


Fachada da iHeartMedia em São Francisco - Califórnia / Crédito: depositphotos.com


Com informações do portal Inside Radio e da iHeartMedia

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