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Consumo de rádio via streaming cresce 11,3% no primeiro trimestre de 2021



A última atualização do levantamento Share of Ear da Edison Research coloca mais um capítulo no crescimento constante do consumo de conteúdo de rádio através do streaming. Colaborando com o que a Nielsen já havia constatado em maio, o levantamento da Edison apontou um crescimento de 11,3% do consumo de rádio via áudio digital no primeiro trimestre de 2021, elevando a fatia de share do streaming para um patamar inédito. O avanço é constante, mas o rádio via ondas terrestres (recepção FM/AM) segue hegemônico nos Estados Unidos. O cenário norte-americano é semelhante ao que é observado no Brasil. Acompanhe:


A fatia do total do consumo de rádio destinada ao streaming é agora de 12% nos Estados Unidos, patamar este que é inédito para esse formato de áudio digital. Esse share corresponde à audição através de computadores / desktops conectados à internet, smartphones, smart speakers (caixas de som com inteligência artificial), tablets, entre outros dispositivos on-line.


Porém, a pesquisa ainda revela a hegemonia do rádio via ondas terrestres, ou seja, a recepção AM/FM através de multimídias de automóveis, receptores residenciais, celulares com FM (fatia menor nos EUA do que em países da América Latina) e até rádio-relógio, dispositivo importante na rotina dos Estados Unidos. Em resumo: a transmissão via FM e AM segue vital para o rádio norte-americano, representando 88% do consumo.


Laura Ivey, diretora de pesquisa da Edison, ressalta que o rádio norte-americano pode ampliar ainda mais a sua influência ao dar atenção para instruir a população de como encontrar o seu conteúdo em plataformas digitais. "Para perceber o crescimento, o rádio tem que capitalizar sobre o seu conteúdo estar disponível além de apenas um receptor de rádio tradicional", afirma Ivey.


"Sabemos que a pandemia transferiu os ouvintes dos Estados Unidos de seus carros, onde o rádio tradicional está facilmente disponível, para suas casas, onde o rádio deve ser acessado em diferentes dispositivos. O desafio é como convencer os ouvintes a seguir o conteúdo do rádio em diferentes dispositivos - rádio, não 'um rádio’.", destaca a diretora da Edison.


Esse esforço é seguido pela indústria do rádio em outros países, como no Brasil. Na semana passada, o tudoradio.com relatou sobre o avanço do digital no consumo de rádio entre a população brasileira, com base nos dados da Kantar IBOPE Media. Destaque para a "explosão de consumo dos meios pela internet", ou seja, o público passou a buscar pela distribuição on-line de conteúdos de rádio, jornal, revista e televisão. Para se ter uma ideia desse avanço, o rádio contava em 2016 e 2017 com cerca de 3% de seu consumo via internet. Esse percentual subiu para 4% nos anos seguintes, 6% em 2020 e disparou para 13% em 2021.


É consenso na indústria de rádio que o digital é uma forma de ampliar o alcance do meio, gerar novas modalidades de negócio e aferição de audiência. Ou seja, não é uma corrida para retirar a audiência que está na recepção offline. A orientação é no sentido de um "futuro híbrido do rádio", inclusive com apelos para boas práticas em todas as formas de entrega de conteúdo. No Brasil, esse movimento fica mais claro com a potencial ampliação do consumo de FM via celulares, agora com a habilitação do serviço em todos os aparelhos montados e produzidos no país.



Partilha entre on e offline no consumo de rádio nos Estados Unidos / Share of Ear - População EUA com 13 anos ou mais

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