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Com todos os lares e locais conectados, BBC planeja futuro sem transmissão via radiofrequência

O diretor geral da BBC, Tim Davie, disse que a distribuição de conteúdo do conglomerado de mídia apenas pela internet é uma oportunidade e que a transmissão terrestre deverá ser interrompida com o tempo. O discurso do executivo ocorreu na semana passada durante o Royal Television Society. Na visão de Davie, o Reino Unido e a BBC devem começar a trabalhar hoje para se preparar para um futuro apenas com a Internet, possivelmente a partir da próxima década. A previsão do diretor ocorre mesmo com a transmissão terrestre (analógica e digital) estando em alta nos dias de hoje no Reino Unido, onde praticamente toda a população consome conteúdo via radiofrequência.


logo BBC - Fonte Wikipédia

Segundo Davie, a distribuição de conteúdo pela internet, deve conectar mais o público. “Para a BBC, a distribuição apenas pela Internet é uma oportunidade de se conectar mais profundamente com nosso público e fornecer a eles melhores serviços e opções do que a transmissão permite. Ele fornece oportunidades editoriais significativas. A desativação da transmissão ocorrerá e deverá acontecer com o tempo, e devemos estar ativos no planejamento para isso”, disse Davie.


A decisão de começar a mudar a forma de distribuição do conteúdo começou desde janeiro deste ano, quando ocorreu o congelamento da taxa de licença de TV que tradicionalmente financiava a maior parte das operações da BBC. Com isso, Davie tomou várias medidas para consolidar as operações para colocar maior ênfase na distribuição online, incluindo a criação de redações multimídia em outubro de 2022 como parte dos cortes para locais programação de rádio.


Davie disse que uma mudança no modelo tradicional da BBC é necessária. “Às vezes leio que a BBC precisa registrar que o mundo mudou. Posso assegurar-lhe que não precisamos de convencimento. A internet acabou com a vantagem histórica de distribuição de ter metade dos canais de TV ou frequências FM. Neste mundo, a relevância, assim como a confiança, deve ser conquistada”, disse.


Porém, para que essa mudança seja realmente efetivada, o grupo deverá garantir que todos os lares britânicos estejam conectados via banda larga de linha fixa e cobertura sem fio 4G/5G nacional completa. “Um Reino Unido totalmente conectado traz benefícios muito significativos para a sociedade e nossa economia. Isso abriria enormes oportunidades de inovação”, disse ele.


Com a banda larga universal, vem uma competição mais intensa da mídia tradicional e nova de todo o mundo, que Davie disse que a BBC irá combater “não criando conteúdo derivado ou de nicho, mas garantindo a máxima relevância de nossa produção principal” com conteúdo que “visa atrair todos O público do Reino Unido não apenas grupos monetizáveis.”


Ele encerrou seu discurso com um apelo por uma ação regulatória rápida para garantir um ambiente regulatório ágil que possa se adaptar às mudanças e, ao mesmo tempo, garantir que as emissoras de serviço público tenham acesso a novas plataformas e tecnologias de mídia.


O rádio hoje no Reino Unido


O mercado de rádio do Reino Unido é um dos mais competitivos do planeta e conta com ouvintes bem assíduos às suas emissoras preferidas. Segundo as últimas medições realizadas pela RAJAR, 89% da população local ouve rádio semanalmente, índice este que não tem mudado ao longo das atualizações da pesquisa. Porém, em um recorte mais específico, é possível verificar uma migração da audiência de rádio para plataformas digitais, como o DAB+ (rádio terrestre com sinal digital) e o streaming. Essa parcela já corresponde pela maioria do consumo de rádio no Reino Unido, quadro persistente desde o último trimestre de 2019.


Outro detalhe importante é de que a audiência de rádios comerciais superou o volume concentrado nas emissoras da BBC, fato que é inédito e histórico. Ou seja, a maior parte da audiência de rádio no Reino Unido está consumindo emissoras como a Heart, Capital, Rádio X, entre outras. A virada ocorreu a partir do primeiro trimestre de 2022.


E por qual razão olhar para lá fora?


O tudoradio.com costuma observar esses pontos de curiosidade dos números do rádio internacional para mapear possíveis mudanças de hábitos e a manutenção do consumo de rádio em diferentes países. Assim como ocorreu no ano anterior, periodicamente a redação do portal irá monitorar o desempenho do rádio nos principais mercados do mundo e, é claro, fazendo sempre uma comparação com a situação brasileira. E, como de costume, repercutindo também qualquer número confiável sobre o consumo de rádio no Brasil.


Com informações do portal Radio World. Colaboração de Daniel Starck

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