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Kassab afirma que extinção da faixa AM de rádio será um processo natural


A Associação das Emissoras de Rádio e Televisão do Estado de São Paulo (AESP) realizou nesta segunda-feira (11) o seminário “As opções de preservação do conteúdo do rádio na atualidade”, no Hotel Renaissance, na capital paulista. Entre os debates, esteve o ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), Gilberto Kassab, que disse que o fim da faixa AM de rádio será um processo natural.

De acordo com o líder do Comitê Técnico da AESP, Eduardo Cappia, os quatro painéis que foram programados contaram com grande participação de profissionais e radiodifusores. Cappia comandou o painel: “As várias Faces do Rádio – Atualidade - Migração, Faixa estendida, revisão de norma e alternativa smartphone e veicular”.

Além disso, o seminário teve os painéis: “Migrando a Migração” - Balanço da Migração e revisão de canalização FM – O que se espera?”, com André Cintra – Diretor de Rádio ABERT; “Compatibilidade de Equipamentos – Implantação FM - Equipamentos de transmissão habilitados ao FM – Desafios/soluções”, comandado pelo engenheiro José Mauro Ávila - Comitê Técnico AESP; “A experiência áudio na preservação do rádio”, com Marco Túlio Nascimento, da SET/ZYDigital e também “Tendências 2018 – Visão de Mercado – Hábitos de Consumo” Motivação e realidade”, liderado por Cláudia Lisboa, da Eleve Consulting.

Kassab

O ministro Gilberto Kassab ressaltou na abertura do evento que a extinção do dial AM vai ocorrer naturalmente. “A extinção da faixa AM vai ser um processo natural. Com o tempo, as rádios AM que ficarem, não são poucas, são algumas centenas ainda, elas não vão ter equipamento para manutenção e troca e vão morrendo aos poucos”.

Para o ministro, o importante é dar a oportunidade para quem queira fazer a migração. “O nosso papel é fortalecer a qualidade dos serviços para que os brasileiros cada vez mais contem com uma radiodifusão eficiente. Nós procuramos, consensualmente, antecipar e dar agilidade a essas migrações. Na segunda etapa queremos trazer mais rádios para a migração, tivemos quase 700 rádios que já fizeram a migração e a ideia agora é fazermos mais um lote grande”, espera o ministro.

O evento da AESP também discutiu a migração das emissoras AM para FM, novas tecnologias e smartphones com chip FM ativado; e a ocupação da faixa estendida eFM (76 a 88 MHz). Segundo o presidente da AESP, Paulo Machado de Carvalho Neto, o Paulito, o setor tem recebido a migração de forma tranquila. “Estamos esperançosos de que essa mudança seja efetivamente algo importante para o setor, porque vai oferecer ao público uma qualidade de áudio muito melhor do que aquela que ele tem hoje. Mas também é necessária uma reciclagem por parte do radiodifusor, não é simplesmente mudar do AM para o FM, é mudar com conteúdo, programação, com perspectivas de estar no mercado bem representado”, ressaltou.

Smartphones com chip FM

Outro assunto debatido foi a fabricação de smartphones com chip FM ativado, a questão deve ser ainda debatida, segundo o ministro. “É uma tendência, mas é algo ainda que está sendo debatido, é um desejo de qualquer país oferecer ao cidadão mais facilidades de acesso à radiodifusão, no momento em que você tem o celular com essa possibilidade, você amplia o acesso [ao rádio]”, avalia Paulito.

De acordo com uma proposta que tramita na Câmara dos Deputados, smartphones comercializados no Brasil poderão ser obrigados a ter a função de rádio FM. O projeto de lei 8.438/2017, do deputado Sandro Alex (PSD-PR), foi aprovado no último dia 29 pela Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática (CCTCI).

Pela versão atual do texto, “os aparelhos de telefonia celular que são importados, fabricados ou montados no país deverão conter a funcionalidade de recepção de sinais de radiodifusão sonora em Frequência Modulada”. O recurso deverá ser compatível com o padrão brasileiro, que terá uma faixa estendida em breve (de 76.1 FM até 107.9 FM).

O deputado Sandro Alex argumenta, no texto, que aproximadamente 97% dos celulares produzidos no mundo têm receptor de rádio FM, mas apenas 34% possuem o recurso ativado, “o que obriga que o consumidor adquira um pacote de dados, de forma onerosa, para o acesso às transmissões via streaming, tecnologia mais suscetível à instabilidade de transmissão”, esclarece o texto. O projeto de lei segue para aprovação da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC) e depois para votação no Senado.

Com informações: EBC. Colaboração de Daniel Starck e tudoradio.com


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