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Panorama: Ouvintes de grandes centros ainda desconhecem a migração das AMs para o FM


A migração das rádios AMs para a faixa FM é uma realidade vivida pelo rádio brasileiro e tem avançado de forma significativa nos últimos meses. Porém esse fato ainda não é realidade para muitos ouvintes residentes em mercados importantes. Trata-se de uma impressão causada pela ausência de migrantes AM-FM ativas no dial FM em localidades importantes, como as regiões metropolitanas de São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte. Nesses locais ainda não é possível captar o sinal de uma “ex-AM” que já está no dial FM. Acompanhe o caso:

Se o ouvinte percorrer o dial FM da Grande São Paulo, por exemplo, não vai encontrar nenhuma “nova FM” que foi originada na faixa AM, mesmo que seja um sinal de baixa captação. A migrante AM-FM ativa em FM mais próxima da Grande São Paulo está em São Vicente, mas é de classe C (veja aqui a tabela) e seu sinal “não sobe a serra”. A única experiência prática de um ouvinte residente na Grande São Paulo em relação ao processo de migração AM-FM ocorreu com os testes em FM estendido realizado em 84.7 FM, processo que repetiu a programação da Jovem Pan AM 620 e obteve resultados positivos na época (2014 a 2015).

O mesmo ocorre em outras regiões importantes, como os arredores do Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília, Campinas, Porto Alegre, entre outras áreas metropolitanas. Tratam-se de regiões de grande ocupação do espectro “convencional” (de 88.1 FM a 107.9 FM) e os ouvintes só terão a migração AM-FM como realidade quando as primeiras migrantes surgirem no chamado “FMe” (FM estendido, que vai de 76 a 87 MHz). A previsão da Anatel é de que isso ocorra a partir do segundo semestre de 2018.

Migrantes na vizinhança

Por questões topográficas ou de menor ocupação do FM convencional em regiões próprias, algumas áreas populosas do país já convivem com a migração AM-FM em seus dials, mesmo que a captação dessas novas FM seja de baixa intensidade. É o caso da Grande Curitiba, mercado que terá a migração em FM estendido, mas em alguns pontos da cidade é possível captar migrantes AM-FM de outras localidades, como Paranaguá (PR) e Ponta Grossa (PR).

Salvador e Goiânia também contam com uma condição semelhante à de Curitiba, com migrantes AM-FM operando em FM a partir de regiões próximas, cujo sinais são captados em determinadas localidades de suas áreas metropolitanas. Essa condição ainda é mais clara para os ouvintes de Goiânia, já que Anápolis já conta com migrantes AM-FM ativas em FM e a captação na capital de Goiás é facilitada devido à distância entre as duas cidades e à topografia local.

Evolução

A migração AM-FM entrou em processo de aceleração com a série de mutirões realizados pelo MCTIC e a Anatel para a agilização das assinaturas dos contratos das migrantes. Isso tem gerado novidades nos dials em FM de várias regiões.

Com as informações: tudoradio.com


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